Volta, mundo blogueiro!
Ou: Voltei!
Minha história com diários virtuais começou quando eu tinha uns 14 ou 15 anos, e quem me apresentou a eles foi meu pai (isso mesmo, você não entendeu errado, meu paizão prafrentex). Seu Adilson lia um blog sobre o cotidiano de uma garota que não decidia se cursava Cinema ou Nutrição e achava o máximo, a ponto de imprimir os textos e levar pra eu ler. Eu adorava. Hoje, já não lembro nem o nome da dita-cuja, que tinha textos super divertidos (e aposto que ela acabou cursando algo como Química).
Um dia, eu tive a fabulosa ideia de criar o meu. :D Ele foi hospedado no falecido TheBlog (que nem o todo-poderoso Google lembra da existência), e o nome era The Amanda Blog Show (sente a pressão). Depois criei um no Weblogger (rá, quem é velho aí?), com um endereço menos pretencioso, que era tooodo rosa-piscante e tinha um layout da Sakura (ainda nessa época, também mantinha paralelamente um fansite toscão do Max Fercondini no HPG com minha prima e umas amigas, haha!). Durante um curto período, tive um subdomínio no Kit.net, então, migrei pro Blogger, mantendo o título. Lá, mudei de endereço algumas vezes, e os que mais duraram foram o My Dreams e o Eu te Darei o Céu (ui).
Enfim, em março de 2008, nasceu o BFR, meu próprio domínio .com (uhul!). Postei até o início de 2010, quando decidi não renovar o domínio, depois do blog ter ficado cada vez mais impessoal e menos com a minha cara. Porém, contudo, todavia, entretanto, o bom filho a casa torna e, blogueria, aqui me tens de regresso :D (mas, dessa vez, com o .com.br que eu tanto quis <3).
No intervalo em que estive despatriada, o coração blogueiro sempre falou mais alto e escrevi, a convite, uma curta série de posts para a Revista Innovative e um especial sobre minha banda favorita para o Pouco Pop. :D
E lá se vão nove anos.
Tem gente que me acompanha desde o Weblogger (oi, May! oi, Sarah!). Tem gente que conheci já no primeiro post do BFR, e gente que veio depois. Fiz um monte de amizades lindas! Umas vieram pra minha vida real, outras ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Era disso que eu gostava nos blogs. As pessoas falavam sobre o que gostavam, o que gostaram, falavam sobre suas vidas, como tinha sido o seu dia, como era bom viver, mas falavam também sobre os seus problemas, desabafavam, não pareciam ter uma vida plásticamente perfeita, de conto de fadas, como um tantão de blogueiras que a gente vê por aí. Assim, a gente ia se identificando e criando laços, como esses que mantenho até hoje. Nada contra os blogs de beleza, inclusive acompanho alguns, não é essa a questão. Mas sinto falta dessa gente imperfeita.
Por que eu descontinuei o blog? Porque eu tava de saco cheio do que a blogosfera se tornou, do que ele tava se tornando. Eu quase não via mais posts sobre o que as pessoas gostavam, só sobre tendências. E eu quase caí nessa também. Fosse de moda, produtos, filmes, música ou qualquer coisa, o negócio era falar de tendência, do que ainda tava por vir, do que ia dar o que falar. Todo mundo queria ser o primeiro a falar daquilo, pra ganhar bastante links e pageviews depois. E isso ainda existe aos montes.
Ganhar mais leitores, links, retweets, likes e “presentinhos” é bom? É ótimo! Eu adorei quando comecei a receber convites pra eventos, livros pra resenhar e brindes de marcas famosas. E aproveitei. Foi assim que o BFR acabou ultrapassando dez mil pageviews por mês (ok, isso nem é tanto comparando com outros blogs, mas pra mim, mera mortal, é coisa pra caraca, viu!). E foi assim que o blog começou a ser mais pras outras pessoas do que pra mim. E também foi assim que eu comecei a cansar.

Comecei a postar com cada vez menos frequência, resolvi fechar o blog no auge, e muita gente que me acompanhava na época não entendeu. Acontece que ele já não era mais eu. E eu sentia falta das pessoas que vinham aqui e comentavam sem nenhum interesse, só porque curtiram o que eu postei, curtiam o que eu curtia. Nunca falei bem aqui de algo que eu não gostava, mas já deixei de falar de coisas que gostava, simplesmente porque não era um assunto atual. Comecei a ver que eu nem gostava tanto assim dos itblogs, que era muito mais legal ler uma ode ao sono, do que mais um review sobre o produto X. Foi aí que eu comecei a olhar pro BFR com outros olhos, a achar tudo chato e a não me reconhecer nele. WTF?! Sapohha é minha ou não é? Eu tinha esquecido que eu só tinha conseguido isso tudo, porque o blog sempre foi pessoal e de opinião, exatamente o que ele tava deixando de ser. A minha escolha foi me afastar dele e me achar do lado de fora. E tô voltando pra contar pra vocês, aos poucos, o que foi que eu achei.
A Vivi pediu, em um ótimo post, um pouco menos de conversa e mais ação. Hoje, (re)começando do zero, eu peço muito mais de conversas e posts despretensiosos e menos ambição.
Volta, mundo blogueiro!
Este post foi inspirado pela campanha idealizada pela Renata, e pelos ótimos posts da Anna, Ju, Vivi e Gabi Bianco. ;)







