Mamihlapinatapai

Certa vez, me perguntaram qual era o meu filme preferido, eu não soube responder, disse que era impossível escolher um só, pra uma cinéfila como eu. Essa sempre foi a minha resposta padrão pra uma pergunta que considerava tão difícil.  Muito mais cinéfilo que eu, ele discordou, e me falou sobre seu filme favorito, o que acabou rendendo um ótimo texto. Desde então,  imaginava: será que eu tinha um filme preferido? Toda vez que alguém me fazia tal pergunta, até tentava pensar em algum, mas acabava dando a mesma resposta que o Marcelo recebeu. Até o dia em que li esse post da Anna. Não pensei duas vezes: o filme em que eu gostaria de morar é Antes do Amanhecer. Como posso nunca ter me dado conta de uma coisa tão óbvia?

Antes do Amanhecer (trailer) é um filme de 1995, dirigido por Richard Linklater e estrelado por Julie Delpy e Ethan Hawke. A história é simples: um rapaz americano e uma moça francesa que se conhecem em um trem na Europa e decidem passar a noite na companhia um do outro, em um longo passeio por Viena, antes de cada um seguir o seu caminho na manhã seguinte. O filme teve duas continuações: Antes do Pôr-do-Sol (trailer), em 2004, e Antes da Meia-Noite (trailer), no ano passado. Sim, são nove anos entre os lançamentos dos filmes, continuados pelo mesmo diretor e mesmos atores, o que deixa tudo mais realístico.

Celine e Jesse são meu filme favorito. Todos os três. De enredos simples e diálogos incríveis. Aqueles ao quais eu já assisti tantas vezes, que é impossível contar.  Aqueles que eu fiz questão de ter na minha coleção, embora eu já nem faça questão de uma coleção física. E quando sinto saudades do meu casal favorito, mas não tenho tempo de assistir aos filmes inteiros, entro no youtube só pra rever essa cena:

 

A minha cena favorita de toda a história do cinema.

O título deste post, Mamihlapinatapai, é uma palavra existente unicamente na língua yagán, falada no arquipélago de Tierra del Fogo (e que eu não faço a mínima ideia de como se pronuncia). Está no Guinness Book como a mais concisa, sendo considerada uma das mais difíceis de se traduzir. Significa: “um olhar trocado entre duas pessoas no qual cada uma espera que a outra tome a iniciativa de algo que os dois desejam, mas nenhuma quer começar ou sugerir”. Mais ou menos assim:

cena do filme Antes do Amanhecer

“agora vai! agora ele me beija!”

cena do filme Antes do Amanhecer

“beijo ou não beijo? beijo ou não beijo? beijo ou não beijo?”

Eu queria morar nessa cena.

Pelo frio na barriga que me dá toda vez que a assisto. Romântica incurável, chego a ficar com as bochechas vermelhas e meu coração bate mais forte. Toda. Vez. Porque a cena, de uma sutileza e sensibilidade impecáveis – assim como todo o filme, tem o poder de me transportar pra dentro dela, como se fosse eu ali, naquela cabine. A expectativa do beijo é inquietante, quase palpável. E a música… aaah, a música… Come Here, na deliciosa interpretação de Kath Bloom. Nenhuma outra formaria com a cena uma composição mais magnífica.

Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-Sol e Antes da Meia-Noite formam a tríade que reina o meu coração, mas o primeiro filme, esse sim, é o meu favorito.

5 Filmes Que Não Me Deixaram Dormir

Aproveitando a semana do Halloween, a segunda blogagem coletiva do RotaRoots é sobre filmes de terror.

Pra entender melhor esse post, você deveria saber que: 1) tenho medo do escuro, 2) tenho pavor de fantasmas, 3) sou MUITO cagona.

 

Alerta: O texto abaixo pode conter spoilers.

1. O Grito

Quando ainda tô muito impressionada com algo na hora de dormir, a primeira coisa que faço é me deitar na minha cama, sem deixar nenhum pedacinho de mim ou do meu edredom para o lado de fora, e me cobrir inteira (!), como se o cobertor tivesse o poder de me proteger de qualquer coisa. E realmente me sinto um pouco mais segura assim (Freud explica).
No filme, há uma cena em que a personagem faz exatamente isso: corre pra cama dela e se cobre inteira. E o que acontece em seguida?

Depois de ver esse filme, juntei a minha cama com a de uma das minhas irmãs (mais nova que eu) e dormi COLADA nela por três dias, sem nem pensar em apagar a luz do quarto. Eu já tinha 17 anos.

2. Na Companhia do Medo

Às vezes, tenho crises de insônia e posso passar até dois dias sem dormir. Essa era uma dessas noites, uns 3 anos atrás. Esse filme tem váááárias cenas daquelas de luzes se apagando e merdas acontecendo. Mas assisti ao filme todo sozinha, ~de boas~. Quando acabou, resolvi fazer faxina no meu quarto, em plena madrugada. Estava eu varrendo o quarto, pensando na vida, apenas alguns minutos depois de ter desligado a tv, quando, DO NADA, a luz acaba. FIQUEI APAVORADA, larguei a vassoura, taquei as costas no armário, fiquei paralisada. A luz voltou em, sei lá, cinco segundos, mas quando lembro disso parece que fiquei uma semana parada ali. Na mesma hora, corri pro quarto da minha mãe, abracei ela, depois acendi todas as luzes da casa e continuei arrumando meu quarto (me cagando de medo da luz acabar de novo) até a hora de ir dar aula na manhã seguinte. E a porrada que dei no armário foi com tanta força, que passei dias com as costas doendo.

3. No Cair Da Noite

Novamente ele, o escuro. Esse filme conta a história bem bizarra de uma fada do dente que mata as criancinhas que conseguem vê-la, quando ela vai buscar seus dentes. Mas, por motivos que você vai descobrir assistindo ao filme, ela não pode ficar no claro, então só ataca no escuro.
Uma série de acontecimentos deixa a cidade inteira no escuro, e os protagonistas ficam sem ter como fugir dela. As cenas são apavorantes. Mas meu julgamento pode ter sido prejudicado pelo medo. Nunca mais assisti a esse filme de novo.

4. O Sexto Sentido

CARA! Vi esse filme no cinema. São várias as cenas que me deixaram com medo de dormir e levantar da cama pra beber água ou ir ao banheiro por meses. Principalmente pra ir ao banheiro. Graças a esse filme também, nunca mais, até hoje, tomei banho com a porta destrancada. Nem quando a família toda está viajando, e eu sozinha em casa. Principalmente quando tô sozinha em casa.
Mas a cena que mais me impressionou foi essa:

Mischa Barton em sua melhor atuação.

De novo, por um motivo simples: O fantasma da menina aparece no único lugar onde o protagonista se sentia seguro, dentro de uma cabana improvisada por ele com um cobertor.

5. Três Solteirões e Um Bebê

Sério.

Esse era um dos meus filmes favoritos quando criança. Meu pai tinha o VHS (ainda deve ter), e assisti incontáveis vezes.
Quando eu já tinha crescido um pouco, descobri a lenda urbana de que, em uma das cenas do filme, aparece o fantasma de um menino assistindo a cena por trás de uma cortina.

Isso já foi desmentido. O que aparece na cena nada mais é do que uma imagem de papelão, em tamanho real, do personagem de Ted Danson. Só que eu não sabia disso.
No momento em que ouvi falar da lenda, coloquei o VHS no videocassete. Gelei da cabeça aos pés ao ver “o menino” atrás da cortina (nunca tinha reparado). Continuei assistindo ao filme, pra ver se ele aparecia em mais alguma cena. Até que, ~de repentemente~, aparece a imagem de papelão enorme na tela enquanto o ator se locomove pelo cômodo durante um diálogo. CARA! Não me lembro de ter levado um susto tão grande como esse em NENHUM ou QUALQUER filme de terror. Eu pensei MESMO que era o fantasma! Quase tive uma parada cardíaca! Tremi por um tempão, mesmo depois de ter ligado os pontos. Nas noites seguintes, tive vários pesadelos com fantasmas.

Passado o susto, confesso que esse ainda é um dos meus filmes favoritos. <3




Este post faz parte da blogagem coletiva de novembro do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas, que tenta resgatar a blogosfera old school. Vem brincar com a gente!

 

E os seus filmes mais assustadores, quais são?

A invenção de Hugo Cabret

Hugo Cabret

“A história que estou prestes a contar se passa em 1931, sob os telhados de Paris. Aqui, você conhecerá um menino chamado Hugo Cabret que, certa vez, muito tempo atrás, descobriu um misterioso desenho que mudou sua vida para sempre.”

Não acompanhei a premiação do Oscar (porque eu acho uma cerimônia bem chatinha), na qual o filme concorreu em onze categorias e levou cinco estatuetas: fotografia, direção de arte, efeitos visuais, edição de som e mixagem de som (gente, por favor, me expliquem: qual a diferença entre edição e mixagem de som?). Todas técnicas. Todas merecidas. Melhor filme, em minha leiga opinião, já imaginava que não levaria e nem deveria – não com O Artista, o grande vencedor, entre seus rivais. A minha real surpresa foi o filme não ter levado os prêmios de melhores diretor (Scorsese, seu lindo ♥) e roteiro adaptado.

Li A Invenção de Hugo Cabret alguns anos atrás, quando minha mãe o trouxe pra casa, depois da escola em que ela leciona tê-lo distribuído aos alunos. O que me chamou de imediato a atenção para o livro e me fez começar a lê-lo foram as ilustrações do próprio autor. Ao percorrer as páginas, você compreende a forma inteligente de posicioná-las entre os textos, transformando-as em muito mais do que meras imagens de auxílio visual, em um jogo de quadros que, por si só, contam partes da história, sendo seguidas pelo texto retomado a partir do ponto onde elas pararam.

Ilustrações do autor

Hugo é um daqueles livros que a gente pega pra ler por falta de opção e não consegue mais desgrudar das mãos até que acabe. Em páginas negras, a história é ambientada no início dos anos 30 de Paris, e é uma homenagem ao “cinematógrafo” em seus primeiros anos de vida. Cinéfila declarada que sou, não poderia deixar de me encantar. Escrito por um cinéfilo, para cinéfilos. Muito mais do que um livro infanto-juvenil, é leitura obrigatória pra quem ama o cinema, a “fábrica de sonhos”.

Através de Hugo, fui apresentada à George Méliès (magistralmente caracterizado no filme), um gênio do cinema, considerado o “pai” da ficção científica por sua obra mais famosa: Le Voyage Dans La Lune, um filme de 110 anos atrás (e no qual sir Visconde de Sabugosa é o personagem principal). Depois de ler o livro, passei dias pesquisando sobre o citado diretor e autômatos (um robô feito apenas de peças de relojoaria), dois assuntos fascinantes, dos quais eu nunca tinha ouvido falar (shame on me).

Todo filme baseado em um livro acaba ficando uma merda. Não. Com Hugo é diferente. Talvez por ser uma história curta (apesar das 500 páginas e dezenas de reviravoltas), Scorsese conseguiu guiar a história exatamente como no livro, exatamente como você a imagina ao lê-lo. A adaptação é fantástica e nada deixa a desejar ao compará-la com o original. As ilustrações do autor criam vida na telona. Toda magia do livro de Brian Selznick está lá, envolta pelo charme de Scorsese.

Sábado passado levei as duas filhotas de um primo querido (12 e 07 anos) para ver o filme comigo. Foi um deleite observá-las duas horas seguidas sem que desviassem os olhos da tela, ansiosas pelo desfecho. Foi lindo ver as duas chorando nas partes mais emocionantes do longa (muito embora a mais velha tenha tentado disfarçar a todo custo, haha). Foi ótimo conversar com elas até de madrugada sobre o filme, de tão encantadas que saíram do cinema – e eu também. Um livro fascinante, um filme deslumbrante.

Há muito mais que eu adoraria comentar aqui, mas sei que vocês não gostam de spoilers.

 

trailer legendado em pt/pt, mas tá valendo!

 

“Eu imaginava o mundo inteiro como uma grande máquina. Máquinas nunca vêm com todas as peças extras, você sabe. Eles sempre vêm com a quantidade exata de que necessitam. Então percebi que, se o mundo inteiro era uma grande máquina, eu não poderia ser uma parte extra. Eu tive que ficar aqui por algum motivo.” Hugo Cabret

 

09/04/12 – Devido às buscas que trazem ~internautas~ até este post, vale esclarecer: “A Invenção de Hugo Cabret” é uma história de ficção, que utiliza em seu enredo elementos e personagens reais (clique aqui pra ir até a página sobre Georges Méliès na Wikipédia).

#Top10 filmes nacionais

Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha, 1964)

Sinopse:  Manuel (Geraldo Del Rey) é um vaqueiro que se revolta contra a exploração imposta pelo coronel Moraes (Mílton Roda) e acaba matando-o numa briga. Ele passa a ser perseguido por jagunços, o que faz com que fuja com sua esposa Rosa (Yoná Magalhães). O casal se junta aos seguidores do beato Sebastião (Lídio Silva), que promete o fim do sofrimento através do retorno a um catolicismo místico e ritual. Porém ao presenciar a morte de uma criança Rosa mata o beato. Simultaneamente Antônio das Mortes (Maurício do Valle), um matador de aluguel a serviço da Igreja Católica e dos latifundiários da região, extermina os seguidores do beato.

- Por que assitir? Além de ser considerado pela maioria dos críticos como uma das obras mais importantes do Cinema Novo, o diretor do filme, Glauber Rocha, foi um dos mais icônicos diretores do cinema nacional (quiçá o mais). O filme é uma releitura livre da peça O Diabo e o Bom Deus, de Sartre.

Vidas Secas (Nélson Pereira dos Santos, 1963)

Sinopse: Baseado na obra de Graciliano Ramos, mostra a saga da família retirante pressionada pela seca no sertão brasileiro. Fabiano, Sinhá Vitória, o filho mais velho e o mais novo, além da cachorra Baleia, atravessam o sertão tentando sobreviver.

- Por que assistir? Foi o único filme brasileiro indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca. Precisa de mais?

 

Lavoura Arcaica (Luiz Fernando Carvalho, 2001)

Sinopse: André (Selton Mello) é um filho desgarrado, que saiu de casa devido à severa lei paterna e o sufocamento da ternura materna. Pedro (Leonardo Medeiros), seu irmão mais velho, traz ele de volta ao lar a pedido da mãe. André aceita retornar, mas irá irromper os alicerces da família ao se apaixonar por sua bela irmã Ana. Um dos grandes filmes brasileiros da década de 2000, cheio de poesia visual.

- Por que assistir? Como diz a sinopse, do mesmo diretor das microsséries Capitu e Hoje é Dia de Maria, Lavoura Arcaica é pura poesia.

Bicho de Sete Cabeças (Laís Bodanzky, 2000)

Sinopse: Seu Wilson (Othon Bastos) e seu filho Neto (Rodrigo Santoro) possuem um relacionamento difícil, com um vazio entre eles aumentando cada vez mais. Seu Wilson despreza o mundo de Neto e este não suporta a presença do pai. A situação entre os dois atinge seu limite e Neto é enviado para um manicômio, onde terá que suportar as agruras de um sistema que lentamente devora suas presas.

- Por que assistir? Rodrigo Santoro está em uma atuação impecável e perturbadora. Intenso e cru, Bicho de Sete Cabeças é baseado em uma história real.

O Céu de Suely (Karim Aïnouz, 2006)

Sinopse: Hermila (Hermila Guedes) é uma jovem de 21 anos que está de volta à sua cidade-natal, a pequena Iguatu, localizada no interior do Ceará. Ela volta juntamente com seu filho, Mateuzinho, e aguarda para daqui a algumas semanas a chegada de Mateus, pai da criança, que ficou em São Paulo para acertar assuntos pendentes. Porém o tempo passa e Mateus simplesmente desaparece. Querendo deixar o lugar de qualquer forma, Hermila tem uma idéia inusitada: rifar seu próprio corpo para conseguir dinheiro suficiente para comprar passagens de ônibus para longe e iniciar nova vida.

- Por que assistir? Todos nós conhecemos a história de uma mulher como Hermila. Batalhadora, querendo mais da vida, mas que acaba percorrendo caminhos nem tão felizes assim. É um filme tocante.

O Homem Que Copiava (Jorge Furtado, 2002)

Sinopse: André (Lázaro Ramos) é um jovem de 20 anos que trabalha na fotocopiadora da papelaria Gomide, localizada em Porto Alegre. André mora com a mãe e tem uma vida comum, basicamente vivendo de casa para o trabalho e realizando sempre as mesmas atividades. Num dia André se apaixona por Sílvia (Leandra Leal), uma vizinha, a qual passa a observar com os binóculos em seu quarto. Decidido a conhecê-la melhor, André descobre que ela trabalha em uma loja de roupas e, para conseguir uma aproximação, tenta de todas as formas conseguir 38 reais para comprar um suposto presente para sua mãe.

- Por que assistir? De longe, não é nem um pouco pesado como quase todos os outros filmes da lista. O longa está lotado de banalidades e é exatamente isso que faz dele um bom filme.

Carandiru (Hector Babenco, 2002)

Sinopse: Um médico (Luiz Carlos Vasconcelos) se oferece para realizar um trabalho de prevenção a AIDS no maior presídio da América Latina, o Carandiru. Lá ele convive com a realidade atrás das grades, que inclui violência, superlotação das celas e instalações precárias. Porém, apesar de todos os problemas, o médico logo percebe que os prisioneiros não são figuras demoníacas, existindo dentro da prisão solidariedade, organização e uma grande vontade de viver.

- Por que assitir? Polêmica! Uns dizem que o filme faz inversão de papéis, tratando os prisioneiros como coitados. Eu acho que vale a pena por mostrar uma tragédia tão conhecida por uma ótica diferente. É um filme bem feito, que não deixa você se perder em meio a tantas histórias sendo contadas simultaneamente. Vale a grana na locadora, sim!

Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002)

Sinopse: Buscapé (Alexandre Rodrigues) é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.

- Por que assistir? Ok, eu sei que esse tá mais batido que não-sei-o-que e eu não tenho muitos argumentos… mas o filme é bom, cara! Vale assistir nem que seja pra dar umas boas risadas.

Memórias Póstumas (André Klotzel, 2001)

Sinopse: Após ter morrido, em pleno ano de 1869, Brás Cubas (Reginaldo Faria) decide por narrar sua história e revisitar os fatos mais importantes de sua vida, a fim de se distrair na eternidade. A partir de então ele relembra de amigos como Quincas Borba (Marcos Caruso), de sua displicente formação acadêmica em Portugal, dos amores de sua vida e ainda do privilégio que teve de nunca ter precisado trabalhar em sua vida.

- Por que assistir? Todo trabalhado na ironia, Memórias Póstumas, assim como o livro de origem (Memórias Pótumas de Brás Cubas, de Machado de Assis), é uma sátira a sociedade do fim do século XIX. No entanto, impressiona pelo quê de atualidade. Dica: leia o livro também. ;)

Lisbela e o Prisioneiro (Guel Arraes, 2003)

Sinopse: Lisbela (Débora Falabella) é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro conquistador, que em meio a uma de suas muitas aventuras chega à cidade de Lisbela. Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish).

- Por que assistir? Não deixando de ser uma sátira aos clichês do cinema, é um filme leve e fofo. Uma comédia de pouco apelo, com boa narrativa e trilha sonora de qualidade. E, cá entre nós, é um dos meus xodós. #delicinha

 

 

Passe na locadora, você não vai se arrepender!

 

 

As sinopses deste post foram retiradas integralmente do site Filmow.

Post originalmente escrito para a Revista Innovative.

Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones) – Trailer Legendado

Já falei sobre o filme aqui, lembram? Finalmente, semana passada foi oficialmente divulgado o trailer de The Lovely Bones:

Eu já disse que li esse livro 9 vezes e que espero pelo filme há 6 anos? Acho que vou morrer de ansiedade até 22 de janeiro do ano que vem… Deus me ajude!

Site Oficial em inglês.
Site Oficial em português.